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O segredo para o sucesso no uso de qualquer componente protético sobrefundível de CoCr passa pelo correto procedimento laboratorial, que inclui duas etapas cruciais:

1. O enceramento do componente CoCr deve ter espessura compatível para permitir o fluxo livre de liga fundida até os limites do enceramento. Bordas capilares de cera objetivando design esguio e não volumoso da estrutura fundida têm grande chance de se transformarem em áreas falhas de fundição, sem que a liga fundida atinja seus limites planejados. O excesso de metal na sobrefundição deve ser removido por desgaste mecânico pós-fundição bem-sucedida — simples assim.

2. O processo de limpeza dos revestimentos e a oxidação de cada etapa de exposição da prótese ao calor durante sua execução: execute o procedimento correto no processo de limpeza da fundição e no preparo pré-ceramização de todos os componentes calcináveis — base Cobalto-Cromo com extensão calcinável. EVITE A DESTRUIÇÃO DO COMPONENTE POR JATO DE EROSÃO.

A queixa mais frequente é a percepção de "folga" ou "jogo" do elemento protético unitário sobrefundido e ceramizado.

A causa é sempre a mesma: limpeza realizada de forma errônea e deletéria dos revestimentos, com sucessivas e DESNECESSÁRIAS remoções do óxido formado entre as etapas de aplicação de opaco e demais queimas de cerâmica, utilizando jato de óxido de alumínio.

O jateamento da área de conexão implantar de uma UCLA ou cilindro antirrotacional ou rotacional com ÓXIDO DE ALUMÍNIO em pressão elevada subtrai material e ELIMINA todo o detalhamento anatômico e a espessura das paredes do componente em suas áreas mais críticas — o que define a resistência e o assentamento justo e correto ao fim a que se destina.

Para remoção de revestimento, preconizo o uso de jato com óxido de alumínio de 110 micrômetros a 60 psi no máximo, apenas quando estritamente necessário para a remoção dos revestimentos da sobrefundição, tão somente.

Para o condicionamento da área ceramizável, recomendo proteger a conexão implantar do elemento com um análogo compatível, a fim de evitar danos à fina geometria do indexador da peça — responsável pelo posicionamento e pelo assentamento justo desta em seu destino intrabucal.

NÃO REMOVER a oxidação da área de conexão implantar nas demais etapas, como entre queimas e glaseio do elemento: cada remoção representa uma redução dimensional do componente original. Deve-se limitar a uma única remoção, de forma mínima e cuidadosa, após a aprovação para entrega do trabalho ao cliente.