É a técnica de compensar todas as distorções e alterações dimensionais oriundas desde a moldagem até os processos laboratoriais, através da cimentação dos cilindros, links ou TiBases às próteses finalizadas: assegura obter superfície de contato PLENA entre a área de suporte da ponte ou protocolo e os implantes ou pilares conectados a eles.
A razão indiscutível é a distribuição de esforços mecânicos mastigatórios de forma homogênea, sem pontos de concentração de estresse e tensões induzidas aos implantes osseointegrados, o que é extremamente comum em estruturas protéticas obtidas por fundição com ou sem partes soldadas.
A má distribuição de esforços causa fadiga nos parafusos protéticos e leva à deiscência óssea nos implantes que suportam a prótese. O estresse sobre os parafusos não só provoca a sua fratura, como também gera o afrouxamento recorrente deles e, por consequência, das próteses.
3) Como obter passividade de assentamento ou "assentamento passivo"?
Não existe fundição perfeita: na metalurgia, a fundição é um processo considerado grosseiro e imperfeito; na odontologia e em outras áreas (aeronáutica, aeroespacial, mecânica, etc.) a passividade de componentes integrantes de um todo ou unidos para trabalhar em conjunto é atingida com tecnologia adesiva ou cimentação. Exemplo: cilindros e parafusos protéticos em pontes ou protocolos.
A passividade é sinônimo de longevidade mecânica sob estresse: por isso 70% de uma aeronave é colada!
Não é!
Na implantodontia, eu a conheci em 1993 e iniciei o uso propriamente em 1995 devido ao prazo para importação dos equipamentos da Kulzer, como o Silicoater. Este era utilizado para silanização das cavidades das próteses e cilindros protéticos, otimizando as propriedades mecânicas de colagem dos cilindros em próteses protocolo. A adoção da K.A.L. Technique (Kulzer Abutment Luting Technique), técnica de assentamento passivo da Kulzer, literalmente salvou a minha carreira, pois, se persistisse em seguir as orientações da literatura até então existente, teria desistido da profissão. Era praticamente impossível obter uma estrutura fundida com aceitável precisão, obrigando rotineiramente a cortá-la e proceder às soldagens que também geram contrações e deformidades: era um inferno.
Filosoficamente, desde sempre!
A cimentação de pontes sobre elementos naturais é assentamento passivo!
A cimentação de um TiBase, link ou interface é assentamento passivo!
Ou seja, estamos mais familiarizados com este conceito do que poderíamos imaginar.
Absolutamente não! Você não precisa ter scanner, impressoras, fresadoras odontológicas CNC, links, interfaces ou "TiBases" para obter assentamento passivo: qualquer pilar ou cilindro pode ser empregado para tal.
Tenha em mente: fluxo digital e softwares são avanços tecnológicos para facilitar a sua vida, não para criar técnicas ou soluções milagrosas.
Para obter assentamento passivo, basta projetar espaço livre suficiente para uma camada racional e homogênea de cimento ou adesivo. Este espaço é criado na estrutura protética já em sua concepção.
Sempre usei e recomendo cimentos resinosos duais, fotoativados. Procure ser bastante experiente e conhecedor das características do cimento eleito; considerando que o padrão ouro é a captura dos cilindros com a prótese finalizada DIRETAMENTE em boca, o domínio do processo é indispensável, acredite.
O momento da captura dos cilindros é crítico; por isso, recomendo:
Siga sempre as regras habituais para a escala de manutenções.